Até ao infinito virtual e mais além… O boom das Classes Virtuais!

Por o 14 Julho 2020

Ao longo destes últimos meses, os meus filhos, pais e muitos dos meus amigos mais “tradicionais” assistiram a mais reuniões virtuais, sessões e aulas online do que nunca antes nas suas vidas… E com vários propósitos: estarem mais próximos e ligados entre si, manterem a conversa e as novidades em dia ou apenas continuarem a rotina dos seus estudos.

 

O mesmo tem acontecido com os nossos clientes e parceiros: enquanto uma boa parte deles tiveram já a oportunidade de participar em várias das nossas Classes Virtuais muitos anos antes do confinamento, muitos outros “converteram-se ao virtual” só agora, e praticamente da noite para o dia. É normal sentir-se surpreendido por esta súbita transformação… Mas o que é certo é que não tem sido um impedimento acolhê-la: afinal, a mudança acontece muitas vezes de forma rápida, como sabemos.

 

 

Posso dizer que esta reinvenção e adaptação ao ambiente digital foi mais fácil do nosso lado, na qualidade de entidade dedicada à formação e ao desenvolvimento de competências em todo o mundo, porque não estávamos propriamente “a descobrir” a modalidade (no Grupo CEGOS, representado em Portugal pela CEGOC, contávamos já com conhecimentos técnicos, soluções de aprendizagem e mais de uma década de experiência ao nível do Digital Learning, mas teria sido doloroso começar a testar e a aprender tudo isto num período conturbado como este). O maior desafio para nós tem sido passar pela curva exponencial em segurança, multiplicando a nossa capacidade de lidar com os volumes de pedidos crescentes – mas irei falar sobre as chaves do nosso sucesso no meu próximo artigo.

O que vamos agora enunciar são as razões pelas quais esta modalidade de aprendizagem das Classes Virtuais parece ter vindo para ficar, continuando a sua demanda a crescer, sobretudo agora que muitas regiões estão a passar por uma fase de desconfinamento segura e se torna evidente que o face-to-face será novamente uma forte modalidade de interação nos programas de L&D.

 

– Totalmente remotas

Aqui não há necessidade de viagens: nem mesmo entre escritórios ou dentro da mesma cidade. Atreve-se a contabilizar o tempo e o dinheiro perdido em viagens ou deslocações desnecessárias? Em tempos pensámos que as Classes Virtuais eram boas para audiências remotas ou dispersas… Tendo em conta os tempos que atravessamos, seria boa ideia redefinir o conceito de “dispersas”.

 

– Facilidade logística

Permitem livrar-se do incómodo de levar a cabo trabalhos de pouco valor acrescentado, como a reserva de locais, refeições, pausas para café, impressão e expedição de materiais… Assim como eliminar todos os respetivos custos envolvidos.

 

– Adaptadas às necessidades dos profissionais modernos

Mesmo que muitos de nós não sejamos nativos digitais, a verdade é que acabamos sempre por sobreviver e, como prova desta nossa adaptação, temos os smartphones, que já faziam parte do nosso corpo, do nosso horário e do nosso entretenimento. A maioria dos profissionais de hoje quer aprender “em pequenas porções”, por isso valorizam sessões mais curtas, conteúdos muito focados e mais rápidos de aceder e absorver.

 

– Formato replicável e sustentável

A maioria de nós, enquanto colaboradores (e organizações), não conseguia pagar 2-3 dias completos de formação de dois em dois meses, mesmo perante a necessidade de continuarmos a aprender e a desenvolver novas competências muitas vezes no espaço de um ano. A modalidade das Classes Virtuais permite frequências mais elevadas, sendo um módulo essencial a integrar nos percursos de aprendizagem. E, neste caso, permite fazê-lo com maior regularidade e sem aumentar a sua pegada de carbono: em vez disso, estará a contribuir para a proteção ambiental a níveis sem precedentes!

 

– Flexibilidade

Uma vez que as Classes Virtuais são mais focadas, é mais fácil adequar as necessidades de formação à oferta. Além disso, dada a sua duração, são mais fáceis de programar. Possuem ainda uma outra grande vantagem competitiva em relação a outras modalidades de aprendizagem: podem integrar o início de um programa, as sessões de acompanhamento, as sessões de retorno da experiência, entre outras possibilidades.

 

Somadas todas estas vantagens ao seu reduzido custo total de propriedade (e de oportunidade), as Classes Virtuais apresentam razões suficientes para que a maioria das organizações continue a apostar nesta modalidade de aprendizagem. É hoje evidente que, mesmo valorizando a possibilidade de estarmos próximos uns dos outros (com ou sem distanciamento social), a evolução da tecnologia fez-nos dar um salto quântico de 2 décadas, o que significa que a quantidade de Classes Virtuais que vai ter nos seus percursos de aprendizagem vai aumentar exponencialmente a partir de agora. Mesmo não acreditando que isto seja sinónimo do decréscimo das interações face-to-face num futuro próximo, definitivamente considero que assistimos ao início de um novo mundo de oportunidades ao nível da conceção e otimização dos processos de aprendizagem em ambiente virtual.

Qual é a sua opinião?

*Este artigo é da autoria de Jonathan Mohadeb foi publicado originalmente aqui.

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