Gestão de crises: melhores práticas para os RH

Por o 6 Maio 2020

O mundo está a viver momentos intensos, enfrentando uma situação que terá impactos na capacidade produtiva e potenciais efeitos nos sistemas sociais. Muitas organizações de saúde (a começar pela OMS) prepararam orientações para as empresas e as pessoas. Empresas complexas como as multinacionais, devido à sua exposição a vários territórios e culturas, estão a trabalhar no sentido de introduzir numerosas medidas de precaução, que dêem resposta a necessidades globais e locais.

Neste cenário, que medidas devem as empresas tomar para prevenir os riscos e gerir as crises, assegurando uma produtividade adequada?

 

 

Comunicação interna

A função RH tem, em primeiro lugar, a responsabilidade de promover uma comunicação interna eficaz, para divulgar decisões oficiais, orientações e conselhos propostos pelas instituições nacionais de saúde.

É importante ter presente a possível preocupação das pessoas e o risco concreto de propagação de comportamentos irracionais e/ou improdutivos. Trata-se, portanto, de aumentar a sensibilização da população organizacional para os riscos, os comportamentos desejáveis e as diferentes responsabilidades. Não basta simplesmente informar sobre as regras e procedimentos.

Comunicar bem é essencial, mas também é necessário preparar planos a longo prazo.

 

Planeamento a longo prazo

A preparação para uma crise exige que se considerem vários aspetos fundamentais. Muitos riscos são por vezes ignorados e/ou subestimados, o que pode trazer graves consequências, particularmente em situações em que a segurança dos trabalhadores está envolvida. As organizações nem sempre têm os conhecimentos necessários para identificar e precaver todos os riscos existentes. É necessário dedicar tempo e atenção para analisar todo o conhecimento científico existente, bem como realizar uma profunda analise dos riscos existentes em cada organização.

A elaboração prévia de um plano de ação básico permitirá à gestão de topo concentrar-se na elaboração de uma estratégia de recuperação da empresa, com a garantia de que já estruturou as ações necessárias para satisfazer as necessidades imediatas dos colaboradores.

 

Melhores práticas para uma gestão adequada da crise

Entre os elementos que devem ser considerados a fim de preparar uma correta gestão de crise destacamos:

  • Preparar um plano de ação e um plano de comunicação para chegar a todos colaboradores em tempos de crise, quando os canais de comunicação normais e o acesso aos documentos podem não estar disponíveis;
  • Organizar planos de contingência para cumprir obrigações administrativas (garantindo que o processo core da empresa se mantêm operacionais);
  • Verificar a disponibilidade local de serviços de cuidados (tanto de saúde como sociais) para os trabalhadores;
  • Desenvolver um plano para responder a eventos razoavelmente previstos, tais como eventos climáticos, emergências sanitárias ou conflitos interpessoais no local de trabalho. É importante que os trabalhadores saibam para onde se devem dirigir e o que fazer em cada situação possível de emergência;
  • Proteção do capital intelectual e humano. Não se trata apenas de segredos comerciais, se é que existem, mas também, e sobretudo, da questão da retenção de know how interno. Uma crise mal gerida conduz frequentemente a uma quebra na confiança dos trabalhadores na empresa e pode conduzir a saídas imprevistas, bem como situações de emergência levam também a novas formas de trabalhar e gerir a informação com impacto a nível da segurança de dados, pelo que é necessário definir procedimentos para garantir e proteger a propriedade intelectual e o acesso a informação.

Vivemos hoje uma emergência específica, uma crise de que não estávamos à espera, para a qual não estávamos preparados, mas que usemos este tempo e esta adaptação de forma a não só ultrapassarmos o que vivemos hoje, mas de forma a estarmos melhor preparados para tudo o que venha amanhã.

 

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