Design Thinking: licença para inovar!

Por o 19 Junho 2017

Já ouviu falar em design thinking? Se o termo não lhe é familiar tome nota, porque é natural que passe a ser cada vez maior o seu uso diário, já que o seu foco principal são as pessoas, assumindo relevância enquanto nova forma de abordar problemas, avaliar as suas reais necessidades, desejos e perceções.

 

As empresas precisam de ferramentas que lhes permitam otimizar os seus recursos, munindo-as de capacidades multidisciplinares, novas abordagens e métodos de trabalho para poderem evoluir e adaptar-se às necessidades vigentes e cada vez mais desafiadoras. E é precisamente neste ponto que entra o design thinking, um método que valoriza a multidisciplinariedade e a colaboração, facilitando processos internos e contribuindo para a inovação, crescimento e a concretização de soluções. Convenhamos que, numa empresa, soluções são sempre bem-vindas!

 

Design Thinking – nova forma de abordar desafios

Se o termo não lhe é familiar tome nota, porque é natural que passe a ser cada vez maior o seu uso diário, já que o seu foco principal são as pessoas, assumindo relevância enquanto nova forma de abordar problemas, avaliar as suas reais necessidades, desejos e perceções. Para além disso, é um processo que garante rápidos resultados, incentivando o trabalho em equipa e gerando inovação (com recurso a várias etapas e elementos).

O termo design thinking foi primeiramente utilizado pelo professor de Arquitetura e Desenho Urbano da Universidade de Harvard, Peter Rowe, que o utilizou no livro que publicou em 1987 e que se intitulava, precisamente, “Design Thinking”. Rolf Faste, professor de Stanford, definiu e popularizou o conceito e a partir daí o termo entrou no léxico comum e multiplicaram-se os livros e os conceitos associados à gestão, com destaque para David M. Kelley, colega de Faste em Stanford e por Tim Brown, respetivamente, fundador e CEO da IDEO e, mais recentemente, Roger Martin, diretor da Escola de Gestão da Universidade de Toronto, ou Hasso Platner, fundador da d.School em Stanford e do HPI, na Universidade de Potsdam.

 

Mas o que é o Design Thinking? 

  • Centra-se na pessoa – O Design Thinking começa com uma profunda empatia e conhecimento das necessidades e motivações das pessoas.
  • É colaborativo – Um grupo multidisciplinar, composto por pessoas com diversas formações e competências é sempre mais forte a resolver um desafio do que apenas uma pessoa ou pessoas de uma única área. O Design Thinking beneficia de diversos pontos de vista e perspetivas, onde a criatividade de um produz um ‘efeito de onda’ que reforça e incentiva a criatividade de todos.
  • É otimista – Todos podemos criar mudança e aportar valor – não importa quão grande é o problema, quão curto é o tempo ou quão baixo é o orçamento. Não importa que constrangimentos existem, o resultado final sairá sempre beneficiado face ao esforço comum.

Etapas do processo de Design Thinking

Por norma, os participantes trabalham em equipas e desenham um projeto inovador do princípio ao fim, passando por todos os passos que caracterizam o processo de design thinking.

Esse processo, iterativo e interativo, caracteriza-se por várias etapas, onde os participantes vão observar o que os rodeia, mapeando essa informação de forma crítica e criativa e atribuindo-lhe um novo significado, não de uma forma analítica, mas sim aberta e participativa, criando soluções. Há muitas abordagens às etapas do Design Thinking, dependendo elas de vários fatores, como por exemplo tratar-se de um problema relacionado com um produto ou com um serviço, de estarmos a endereçar um desafio/problema ou queremos lançar uma ideia nova no mercado, entre outros. Eis uma possível abordagem:

  • Etapa 1 – DEFINIR  

Esta etapa consiste na identificação de problemas e oportunidades que motivam a procura de novas ideias. Inclui a definição do desafio, a observação de utilizadores, a revisão de utilizadores extremos e a formação e criação de novos conhecimentos.

  • Etapa 2 – IDEALIZAR

É a fase de geração de grandes ideias, podendo mesmo chegar a uma fase mais abstrata de forma a partir para novas ideias, premissas, metodologias, oportunidades, para depois sintetizá-las e classificá-las por categorias.

  • Etapa 3 – PROTOTIPAR 

É nesta altura que vamos construir modelos rápidos e simples, da ou das nossas soluções, produtos ou propostas de processos ou serviços, para as podermos “mostrar” e testar junto do público-alvo definido. Avaliamos o que funciona.

  • Etapa 4 – TESTAR 

Sendo fundamental passar da fase de divergência para uma fase de convergência, é nesta fase de teste que vamos perceber qual ou quais as ideias que funcionam de facto.

  • Etapa 5 – IMPLEMENTAR  

É a fase da concretização, em que as ideias passam do ambiente de “laboratório” para a realidade. Normalmente só passamos à fase de implementação após termos resultados muito seguros das fases anteriores, pois é assim que o design thinking ajuda a acelerar o processo criativo e a gerar economias, garantindo uma boa solução nesta fase. Uma análise continua durante e após a implementação vai ajudar a afinar a nossa solução no futuro.

A implementação pela equipa de design thinking é mais viável em processos e serviços do que em produtos, pois nesses é geralmente necessário alargar as competências da equipa com engenharia e indústria.

 

Para as empresas, o design thinking exige compromisso por parte das chefias e da gestão de topo na sua implementação, seja através de criação de novas metodologias de trabalho, formas de pensamento ou filosofia. O design thinking constitui-se assim como uma metodologia que permite solucionar problemas e criar valor através de novos produtos ou serviços de forma eficaz.

 

Consulte a Formação de Design Thinking da CEGOC.

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