1990-2040: 50 anos de mudanças

Por o 28 Novembro 2016

De 1990 a 2040 registaram-se mudanças profundas a nível global que impactaram o contexto português. Neste artigo analisamos as mudanças ocorridas nos últimos 25 anos e as perspetivas para os próximos 25. Acompanhe a nossa análise e deixe-nos a sua opinião sobre os desafios futuros para as empresas.

 

1990 – 2040

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Os últimos 25 anos

Para as empresas portuguesas a exigência de mudança que veio do seu contexto estratégico foi enorme.

Nos últimos 25 anos assistimos à afirmação dos países do Leste da Europa como concorrentes, quer nos setores tradicionais mais intensivos em mão-de-obra e menos exigentes em qualificações (ex.: vestuário e calçado), quer em setores mais baseados na escala e no conhecimento (ex.: automóvel). Já na década de 90, países como a República Checa, Polónia, Eslovénia, Eslováquia, Hungria, Bulgária, Roménia prestavam particular atenção ao Investimento Direto Estrangeiro (IDE) como veículo fundamental para o crescimento, aumento da produtividade e transformação estrutural da economia.

Nessa altura, também a China se posicionava como grande concorrente, não só nos setores tradicionais, já referidos, mas também em atividades baseadas no conhecimento (ex.: eletrónica). Hoje, apresenta-se como um gigante em quase todos os setores de atividade, desde os baseados em mão de obra barata àqueles que assentam na escala e na tecnologia. Aliás, na mais alta tecnologia, a China é hoje um ator incontornável.

Na mesma época, a Índia afirmava-se como grande exportador e não só em setores tradicionais como também em serviços (de diversos níveis tecnológicos, desde os call centers até serviços de alta tecnologia, como o desenvolvimento de aplicações informáticas).

Também as regiões espanholas mostravam um grande dinamismo em atividades concorrenciais às desenvolvidas em Portugal e posicionavam-se face aos movimentos internacionais de IDE.

 

Os próximos 25 anos

Olhar para o passado é importante, sobretudo para nos lembrarmos que não chega fazer melhor e de forma mais criativa o que sempre se fez. É indispensável fazer coisas novas, repensar o portefólio de produtos e serviços, desenvolver novas atividades criadoras de valor, de maior produtividade e mais sintonizadas com as variações do comércio internacional.

Há uma nova vaga sócio-tecnológica a emergir e a consolidar-se que irá marcar os próximos 25 anos – com efeitos estruturais ao nível do investimento e do comércio internacional. Uma vaga marcada por uma transição energética de enorme dimensão, pela prevalência e internalização da sustentabilidade ambiental na economia (o que inclui as alterações climáticas), pela digitalização e generalização da realidade aumentada e da realidade virtual, pelo envelhecimento acelerado da população, pela urbanização e a transformação da mobilidade (urbana, mas não só), por um mundo globalizado economicamente mas muito instável e fragmentado geopoliticamente, marcado pelo crescimento da classe média.

Para as empresas, os novos riscos e os novos negócios surgem do cruzamento destas forças. Analisar a forma como interagem e os seus impactos multidimensionais, permite a sucessiva alternância entre uma visão global e questões mais específicas, tais como o desenvolvimento de novos produtos, serviços, conceitos e modelos de negócio.

Tem estado atento?

 

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