Reinventar a liderança ou reforçá-la?

Por o 9 Outubro 2020

Quando é de incerteza o ambiente em que vivemos todos os dias, algo diferente devemos fazer acontecer – é necessário reinventarmo-nos.

“Quando as pessoas têm de gerir perigos vindos de dentro da organização, essa organização torna-se menos capaz de enfrentar os perigos vindos do exterior”.

Simon Sinek, Os líderes comem por último.

Quem queremos ser? Como é que os outros precisam de nós? Quais serão as nossas melhores contribuições para o futuro (que começa já a seguir!)?

Num ambiente de trabalho em que as pessoas sentem que têm controlo sobre o que fazem e os resultados que atingem, os níveis de ansiedade e stresse negativo diminuem e são substituídos pelo stresse positivo. Com este, a pessoa tem um sentido de propósito, assume a responsabilidade de lá chegar e cria resultados com os outros – muito trabalho, aprendizagens, novos relacionamentos, honrar os seus compromissos – pode ir um pouco mais além todos os dias; enfim, supera-se.

As pessoas que trabalham em organizações que as tratam como “seres humanos”, e não como recursos, vão trabalhar com vontade, sentindo-se protegidas e “gostadas”; no final do dia de trabalho, vão para casa com um sentimento de realização e “leveza”, capaz de se sobrepor ao cansaço físico e mental.

O equilíbrio casa / trabalho, tantas vezes ameaçado, obtém-se através da existência de ambientes seguros em ambos os casos.

Para tudo isto acontecer, o papel dos líderes é de extrema importância! – estamos a falar da capacidade de criar ambientes seguros e desafiantes – onde, apesar das ameaças externas, as pessoas sabem que estão a dar o seu melhor e sabem para quê; sentem-se acreditadas e reconhecidas, não apenas nas competências atuais, mas também nas que querem e podem desenvolver.

Quando abordamos o tema da liderança, defendemos que o papel mais interessante de um líder é o de ser capaz de desenvolver os talentos das pessoas que coordena, de forma a obter os melhores resultados – ultrapassarem-se, indo mais além e concretizando metas significativas para si próprias e para a organização em que se inserem.

Ficar feliz com a felicidade dos outros ou, se preferirmos, sentir-se realizado/a com a realização dos outros; apoiar e facilitar a realização dos outros, para assim obter realização pessoal – esta é a missão de um líder com a(s) sua(s) equipa(s).

Que tipo de líder você é? E que líder gostaria de ser?

Se escolher um processo de transformação “de fora para dentro”, irá ficar dependente de circunstâncias externas, que não dependem de si – que não controla.

Se o processo de transformação começar “de dentro para fora”, abrem-se várias portas:

  • Evoluir e vincular as mudanças que realiza por e para si próprio/a, com convicção.
  • Transformar a sua equipa, mostrando-lhes o caminho e que acredita que vão conseguir fazê-lo, juntos.
  • Ganhar tempo para organizar a equipa, dar poder para decidir e agir, acompanhar resultados e dar feedback construtivo, manter-se disponível para escutar, apoiar e reforçar, pessoas e resultados, a nível individual e coletivo.
  • Aplicar em casa, com a família e os amigos, os mesmos princípios. Reduzir o eventual esforço de “usar diferentes perfis para diferentes papéis” e dar continuidade às ações, resultados e aprendizagens, de forma fluida e mais gratificante.

O que pensa/sente que precisa para se transformar e ser uma força inspiradora para os outros (colaboradores, pares, hierarquias, amigos, elementos da sua família…)?


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