O papel da liderança em tempos de crise

Por o 18 Junho 2020

As alterações profundas originadas pelo surto pandémico do COVID-19 durante a primeira metade de 2020 obrigaram líderes e liderados de todo o mundo a sair das suas zonas de conforto, estabelecendo uma linha de transição clara entre as práticas de liderança passadas e futuras. Para aprofundar esta e outras temáticas, Ricardo Martins, Diretor Geral da CEGOC, juntou-se a Arthur Diniz, Fundador e CEO da Crescimentum, num debate promovido no âmbito da segunda edição do evento online Crescimentum Connect.

 

 

Ricardo Martins partilhou com os participantes desta conversa online alguns aspetos da realidade vivida em Portugal, tendo destacado algumas ideias-chave sobre o papel fundamental da liderança durante este período de crise e na retoma económica pós-COVID-19:

 

– A liderança é o que nos protege do caos

É papel do líder estruturar a realidade à sua volta e à volta das pessoas que tem na sua equipa para que todos possam lidar com contextos mais conturbados;

 

– O medo coletivo estagna pessoas e organizações

Reduzir a atividade numa primeira instância é uma decisão racional, mas agora que começamos a vislumbrar o mundo novo de amanhã, continuar parado pode ser o primeiro passo para o abismo. A liderança é chamada a aportar uma visão de médio e longo prazo;

 

– O distanciamento social acontece numa altura “feliz” para a humanidade

Dispomos de tecnologia que nos permite manter o contacto e a capacidade trabalhar, partilhar, colaborar e aprender à distância através da (tele)presença;

 

– Os líderes devem tentar antecipar as crises sempre que possível

As crises acontecem agora, como aconteceram no passado e vão continuar a acontecer no futuro. Ler os primeiros sinais e ter uma visão sistémica da situação é fundamental para antecipar cenários;

 

– É sobretudo nos períodos de crise que a liderança é chamada a intervir

Se os líderes e as lideranças fortes não existirem nos momentos mais difíceis, então para que nos servem? Cabe aos líderes encararem a “crise”, inspirados na origem etimológica da palavra, como um espaço de oportunidade e reinvenção;

 

– O investimento no talento das pessoas determina o futuro das organizações

Existem competências que tiveram de ser incrementadas nos últimos meses quase “à pressão”: trabalhar à distância, gerir equipas remotamente, capacidade de flexibilidade e multitasking… Sendo da responsabilidade dos líderes reforçar estas competências de forma continuada para garantirem os melhores talentos à sua volta não só hoje, mas no futuro.

 

 

Assista ao vídeo e descubra também quais as competências que os próprios líderes devem trabalhar em momentos de crise como este, como é possível continuar a motivar e a celebrar as pequenas vitórias em equipa e como esta reclusão provocada pelo COVID-19 nos proporcionou vários ensinamentos acerca do mundo interdependente em que todos vivemos.

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