Bem-vindos de volta!

Por o 2 Junho 2020

As linhas que separavam as indústrias em compartimentos estanques estão a diluir-se cada vez mais, levando a que assistamos a uma disrupção contínua dos modelos de negócio, dos canais de distribuição e das expectativas dos consumidores. Na verdade, isso já acontecia antes do aparecimento do COVID-19, quando ainda nada estava encerrado e só por opção se comprava o necessário a partir de casa.

No entanto, mesmo agora que já se vai fazendo o desconfinamento e as pessoas estão a retomar (timidamente) os seus hábitos de consumo antigos, as empresas veem-se obrigadas a uma adaptação cada vez mais rápida e em moldes nunca antes imaginados para servir os seus mercados – e, nestas circunstâncias, aquelas que não conseguirem adaptar-se estarão, é bom de ver, infelizmente, condenadas.

 

 

A forma como fazemos negócios alterou-se drasticamente, e essa disrupção evolui hoje a um ritmo sem precedentes.

 

Mesmo quando a atividade económica reabrir – o que, para muitos, está a acontecer esta semana – não voltaremos a ver empresas a operar da mesma forma como operávamos no final de 2019. Ao que parece, o único remédio, a única maneira de avançar, será aprendermos todos a adaptar-nos a este ‘novo normal’.


Neste contexto, pergunto… o que fez ou está a fazer para se preparar para este ‘novo normal’? Aproveitou para desenvolver alguma competência nova durante o período de confinamento? Experimentou fazer alguma receita mais sofisticada na cozinha? Aprendeu a tocar alguma peça musical mais complexa na guitarra ou no piano? Domina agora, talvez… um novo idioma, um novo software, um novo domínio do Saber que lhe dará uma vantagem competitiva face aos seus colegas quando regressar esta semana ao trabalho? Se sim, qual a probabilidade destas novas competências ou hábitos que adquiriu persistirem depois de toda esta fase conturbada ter terminado?


Quando adquirimos novos conhecimentos em formatos “learning-bites” e “on demand”, beneficiamos de uma aprendizagem muito mais rápida, sem dúvida, mas arriscamos a esquecer o devido valor da mestria e da sabedoria acumulada pela experiência ao longo do tempo. Tornou-se muito fácil assistir a um vídeo do YouTube para aprender quase tudo; durante a pandemia, por exemplo, as visualizações dos vídeos com tutoriais de como fazer pão dispararam, e é provável que o mesmo tenha acontecido com outros vídeos explicativos, incluindo aqueles sobre como cortar o seu próprio cabelo com a ajuda dos seus entes (agora talvez já nem tanto) queridos, que (ainda?) vivem consigo.

 

Uma vez que agora acedemos à informação mais rapidamente do que nunca, esperamos ser capazes de aprender também de forma mais rápida.

 

No entanto, continua a ser preciso muito tempo e dedicação para nos tornarmos especialistas numa determinada área e dominarmos realmente uma nova competência.

Hoje é mais que evidente que atravessamos novamente uma época de disrupção extrema. Alguns dos lugares que nos habituamos a ver cheios e vibrantes, estão ainda a ‘meio gás’ ou desoladoramente vazios, enquanto muitos como nós, ainda por casa, continuam sem saber como fazer para enfrentar a adversidade e manter-se produtivos. Mesmo quando as nossas cidades começam a reabrir aos poucos, pairam grandes dúvidas sobre como vai este ‘novo normal’ transformar a forma como passaremos a fazer tudo ou quase tudo.

Podemos não saber exatamente o que nos reserva o futuro, mas sabemos ainda assim que os que estarão melhor preparados para se adaptarem a esse futuro são aqueles que pensam ‘fora da caixa’, que aprenderam a ver, entretanto, para além do óbvio. Aqueles que aprenderam a prestar atenção ao que acontece a cada momento e procuram acompanhar persistentemente o ritmo contínuo da mudança. E embora seja extraordinário aprender novas competências de forma rápida, é fundamental que não nos esqueçamos de dar um passo atrás, pelo menos de vez em quando, para analisar em perspetiva o panorama que nos rodeia.

Incrementar o seu leque de competências é importante, claro, mas é igualmente importante encontrar formas de conectar-se com as pessoas que possam ajudá-lo a alavancar esse conhecimento, de forma a inspirar novas crenças, expandir a sua visão do mundo e construir alicerces sólidos para um entendimento mais global – seja de nós próprios, das nossas famílias pessoais e profissionais ou do nosso futuro coletivo enquanto sociedade.

 

É por isso que na CEGOC acreditamos firmemente que a aprendizagem precisa de ser, acima de tudo, uma experiência humana.

 

Mesmo nos formatos online, a nossa investigação revela-nos que os participantes tendem a aprender mais e melhor quando existe interação humana e quando as emoções entram em ação. É por isso que desenhamos os nossos percursos de aprendizagem da forma que o fazemos. E é por isso que combinamos tecnologia e (tele)presença virtual como meio de conseguir o nosso principal objetivo: alcançar níveis superiores de performance, ousadia e competitividade organizacional, através de soluções de aprendizagem que nos permitem ir mais além… ir “Beyond Knowledge”.

Ao reabrirmos o nosso centro de formação esta semana, retomando a nossa atividade presencial, reforçamos assim a nossa missão de apoiar as empresas no upskilling e reskilling das competências dos seus colaboradores. Mas para além de celebrarmos este momento estamos também a saudar o facto de inaugurarmos uma nova era, diferente da que existia antes do COVID-19 – uma era extremamente estimulante para uma organização como a CEGOC, habituada desde sempre a inovar, a reinventar-se continuamente e a antecipar as tendências nas áreas da (trans)formação humana. Para isso, como já disse antes, a única forma de avançar é adaptarmo-nos…, e é isso precisamente que estamos já a fazer.

 

Bem-vinda(o) de volta… ao futuro da aprendizagem!

 


BACK2BUSINESS com condições especiais até 15 de setembro


Artigos relacionados

Deixe um comentário

Avatar

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subscreva o Blog

For security reasons, JavaScript and Cookies must be enable in your browser to subscribe