Gerir pessoas é… Proximidade

Por o 30 Novembro 2018

Este é o primeiro de 7 artigos em que vou partilhar convosco um pouco da minha visão do que julgo serem os desafios da Gestão de Pessoas num futuro que já começou ontem. Não pretendo desenvolver aqui grandes teorias (quem me conhece sabe que não sou esse tipo de pessoa), mas sim partilhar convosco algumas das palavras-chave que devem fazer parte do discurso e sobretudo da ação dos líderes nos próximos anos.

Antecipar o futuro é cada vez mais um exercício de magia fascinante.

Olhamos para o que sabemos e para o que não sabemos, tentando adivinhar e criar mundos que podem ou não vir a existir. Essa é a parte fascinante, imaginamos hoje o que pode ser o mundo do trabalho num futuro que se vai construindo a cada dia e a uma velocidade estonteante, e que a cada dia acrescenta variáveis (tecnologias, novas descobertas, novos conceitos, etc) que podem revirar esse mundo de pernas para o ar no ápice que medeia da noite para o dia.

Mais do que discutir sobre cada uma dessas novas variáveis (o que seria uma discussão provavelmente cansativa e certamente desatualizada com muita rapidez), o que vos proponho é um exercício diferente e mais perene… como nos devemos preparar para o que aí vem… mesmo sem saber o que aí vem?

 

… como nos devemos preparar para o que aí vem… mesmo sem saber o que aí vem?

A proposta é que construamos em conjunto um léxico que nos ajude a preparar para esse futuro. Conto com o vosso feedback e comentários, que certamente ajudarão a enriquecer a discussão… e a primeira palavra é:

Proximidade

Desenvolver relações de proximidade vai ser uma das competências mais importantes para nos adaptarmos às mudanças sejam elas quais forem. Só estando próximo das nossas pessoas, da operação, dos nossos Clientes, da comunidade à nossa volta e dos que investem o seu capital nas organizações, podemos saber o que devemos fazer para ultrapassar os desafios do dia a dia e sobretudo os desafios que permitam sobreviver e vencer no futuro.

Para estarmos mais próximos, o desafio é aprender a comunicar com diferentes gerações, com diferentes públicos e através de diferentes modos de comunicar.

Estar atento, escutar com o coração, e olhar nos olhos de quem connosco se cruza e de quem connosco trabalha, direta ou indiretamente. Estar desperto para os sinais que não sendo evidentes por vezes são os mais importantes. Estar preparado para estar sempre a ‘connecting the dots’, ou seja a ligar as coisas mesmo que aparentemente as coisas pareçam não ter ligação possível, ou isso não seja tão evidente numa primeira análise.

Este é um exercício nada fácil, e que pode ser rapidamente frustrado se nos deixarmos emaranhar nas soluções ‘off the shelf’ que já foram empacotadas e preparadas para resolver o problema de alguém. Se não mantivermos ativa uma curiosidade natural que nos leva a questionar as coisas, vamos acabar por ficar enredados na teia do óbvio e do comum, e isso só leva a mais do mesmo.

Proximidade é também estarmos próximos de nós próprios, com os nossos princípios e valores, nunca esquecendo que esses são os pilares mais fortes que nos sustentam durante a vida.

É muito fácil e demasiadas vezes muito tentador seguir caminhos que se desviam dos nossos princípios e valores. Cair nessa tentação é afastar-nos de nós próprios, e essa é uma relação de proximidade fundamental para que tudo o resto funcione e resulte.

(poderia agora escrever mais alguns parágrafos sobre o tema, mas aí não estaria a ser coerente e estaria a afastar-me daqueles que fazem parte das nossas relações profissionais, também eles muito importantes. Por isso guardo aqui um espaço para atualizar o artigo com o vosso feedback e as vossas contribuições. Conto convosco).*

*Artigo publicado originalmente no LinkedIn do autor.

Para saber mais sobre este tema, recomendamos a formação CEGOC Liderança e gestão de equipas

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