Portugal – WHY?

Por o 23 Maio 2018

Os investidores alocam seus recursos de acordo com as expectativas esperadas de risco e ROI. Em 2017 Portugal, pela 1ª vez, ficou em 22º lugar no estudo da AT Kearney, na avaliação do ambiente de negócios para atrair investimento direto estrangeiro (IDE), fundamental para o crescimento da economia do país (juntamente com as exportações e o consumo interno).

 

 

Teoria do Iceberg

Mas por que motivo Portugal ficou na frente da Noruega, da Áustria ou Brasil? As dificuldades são bem conhecidas, como a necessidade de aumentar a qualificação dos nossos líderes, a pequena dimensão do nosso mercado interno de 10 milhões de habitantes (apesar de devermos considerar a Europa e os Palops como o nosso mercado), a legislação laboral pouco flexível e a imprevisibilidade das relações com o estado.

 

Mas os motivos superam certamente as limitações, como o estudo aponta, e os mais óbvios são bem conhecidos: segurança e muito baixo nível de criminalidade, crescimento do PIB de + 2,7% em 2017, baixos salários em comparação com outros países europeus, flexibilidade do governo para desenvolver parcerias com investidores privados com benefícios fiscais, visto de ouro para investidores, baixos impostos para residentes estrangeiros …

 

Mas há outros critérios cruciais, quase invisíveis, que se escondem por baixo do iceberg: + 637% em investimentos em TIC, a organização do Web Summit e de outros grandes eventos, a elevada qualidade de vida, a nossa resiliência e disciplina para superar a crise, a nossa política ambiental única, a oportunidade de crescimento do turismo e do segmento das TIC, a nossa capacidade de falar línguas estrangeiras (nomeadamente inglês), a nossa ligação aos Países de Língua Portuguesa em África e na América Latina com uma oportunidade target de 400 milhões de cidadãos, a nossa posição logística no centro do mundo (pelo facto de estarmos no centro do Mundo, com a mesma distância da América, da Ásia e África), a nossa inigualável meteorologia, a nossa fantástica comida, o nosso baixo custo de vida, a nossa simpatia, o nosso esforço para reduzir a burocracia com os programas administrativos “simplex”, o nosso empreendedorismo, a qualidade dos nossos RH qualificados …

 

Temos apenas de emergir o iceberg e mostrar ao mundo que foram os Portugueses que inventaram a Globalização há mais de 600 anos com a conquista de Ceuta e os descobrimentos Portugueses. E que esta tendência inovadora disruptiva e arrojada se mantém 500 anos depois!

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