A pirâmide invertida é a melhor experiência que qualquer um de nós como líder pode ter!

Por o 16 Abril 2018

Hoje venho falar-vos da pirâmide invertida na Liderança. Não, não falarei das características do Líder, nem de novos modelos organizacionais, mas sim de algo é o core da liderança: relação e a disciplina na gestão de pessoas. Acredito que um líder é aquele a quem podemos olhar, aspirar como modelo de valores, conduta, ambição, conhecimento, e que gere para o bem comum.

 

Na minha experiencia profissional, já me deparei com todos os estágios de maturidade de lideres, uns mais orientados para a tarefa, outros para a relação, outros sem interesse nenhum em serem lideres, etc.

 

E não, até hoje não encontrei nenhum líder “perfeito”! Com tantas mudanças nas organizações, globalização, gestão a distancia, considero que aspetos tão fundamentais na liderança se têm vindo a desvanecer como sendo a relação e a disciplina. Nenhum líder pode aspirar ao controlo do outro, nem aspirar a que por ocupar um cargo hierárquico superior do que a sua equipa, que esta lhe deve “vassalagem” e o mesmo em relação aos elementos de equipa face ao seu líder. Aspetos como desobediência, rebeldia, falta de compromisso da equipa face ao seu líder, etc. Ainda observo isso nas organizações.

 

A Liderança é uma relação de e entre pessoas e só funciona, como qualquer relação, quando investimos tempo nela, integramos e transformamos as diferenças em alavancas para sermos ambos melhores, encontramos pontos em comum, conhecemos o que move o outro e o cativamos ao demonstrar com ações que nos interessamos. Escuto comentários como “o líder não chora, tem de ser sempre forte”, “o líder tem a obrigação de saber tudo”, “o líder diz e nós obedecemos”, confesso que fico sem palavras. Não se trata de um só numa relação, mas de pelo menos duas pessoas. É impossível uma equipa sobreviver muito tempo sem um líder e vice-versa. Há lideres que promovem isso e torna o caminho mais só e desumano, sobretudo para si mesmos.

 

O Líder só foi nomeado líder para servir os outros e não para ser servido para proveito próprio. Sermos promovidos a lideres de pessoas não corresponde a subir na pirâmide, mas sim descer nela, é exatamente o inverso que ouvimos muitas vezes. A motivação, o desenvolvimento, o desempenho e o crescimento da equipa passou a ser o principal foco de um líder. De outra maneira, como pode o líder aspirar que seja seguido e respeitado? E é aqui que entra a disciplina. Considero a disciplina como um sinal de amor (sim isso mesmo de amor) quando alguém nos corrige é sinal de amor, e não de ausência dele. Só corrige, alerta, avisa, aconselha aquele que cuida, que se interessa pelo outro. O líder serve os outros, atenta para o caminhar deles e quando é necessário, alerta, corrige porque cuida e quer o melhor para os seus.

 

No final, essa disciplina (que é um ato de amor) se traduz em ganhos extraordinários para si. Como podemos aspirar a ser lideres e não inspirarmos os que nos rodeiam a serem melhores para si mesmos?  E qual o ganho para o líder nesta história toda, perguntam com razão? O líder recebe o melhor, saber que aqueles que ele liderou superaram-se, e que para isso ele fez a diferença e contribuiu. O ganho da equipa é o ganho do líder.  O melhor que um líder pode escutar é alguém dizer-lhe que “por acreditares em mim, cheguei até onde eu queria e nunca pensei possível.” Que os lideres atuais e futuros possam imprimir a mudança no mundo que os rodeia, servindo os outros com disciplina e respeito e já agora com uma boa dose de riso!

 

Prometo que a viagem será inesquecível!

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