A mais-valia do Design Thinking

Por o 26 Junho 2017

O design thinking pode ser uma das formas de alavancar negócio de forma mais intuitiva e inspiradora, contribuindo para a melhoria da “interface” entre o produto, processo ou serviço, e o ser humano, enquanto modelo de pensamento criativo e acelerador de inovação.

 

Romper com a forma tradicional de fazer as coisas, principalmente numa instituição ou empresa, não é fácil. Requer esforço e mente aberta para aceitar a mudança como algo bom e vantajoso. Da implementação à prática, o processo nem sempre é linear ou tão liberal na forma de atuação como muitas vezes gostaríamos, principalmente se estiver ligado a métodos analíticos e/ou científicos de fazer as coisas.  Mas e se lhe disser que há formas de soltar essas “amarras” sem prejudicar o negócio e ainda lhe alavancar valor? Duvida? Então é porque, certamente, ainda não está familiarizado com o conceito design thinking.

 

 

Design Thinking – o conceito

Tal como o nome indica – e de uma forma muito literal – design thinking deriva do método de pensamento utilizado pelo designer, da forma como o mesmo é treinado para encontrar respostas para outras áreas para além do design, recorrendo, habitualmente, à forma visual de abordar as questões e encontrar respostas para os problemas.

O Design Thinking (DT) é uma abordagem que permite explorar de forma aberta e participativa, no entanto estruturada e bem enquadrada, o potencial humano, para encontrar oportunidades, resolver problemas, superar desafios e/ou explorar soluções válidas e singulares.

 

Design Thinking – acelerador de inovação

Atualmente, cada vez mais empresas e organizações já perceberam que podem alavancar negócio de forma mais intuitiva e inspiradora, inovando na forma que, até então, se acreditava ser a mais correta ou tradicional. A gestão de uma empresa não tem de ser sempre metódica, rigorosa e precisa, pode ter derivações e o design thinking pode ser uma delas, contribuindo para a melhoria da “interface” entre o produto, processo ou serviço, e o ser humano, enquanto modelo de pensamento criativo e acelerador de inovação.

Segundo Peter Coughlan, um dos gurus nesta matéria em entrevista ao Dinheiro Vivo, o design thinking é como “Uma terceira forma de pensar. Tem disciplina, mas ao mesmo tempo, liberdade artística”. Para que isso aconteça é necessário ter o foco nas pessoas e aferir as suas necessidades. Por outras palavras, requer a observação dos comportamentos humanos.

Tim Brown, um dos fundadores da consultora de inovação norte-americana IDEO, onde Peter Coughlan também trabalhou, reforça ainda, sobre o design thinking, as habilidades dos designers na utilização da intuição e no reconhecimento de padrões, na construção de ideias com significado emocional e funcional, expressando-se através de palavras ou símbolos, assim como na capacidade de trabalhar de forma interdisciplinar, ou seja, misturando valências de várias disciplinas em detrimento da forma multidisciplinar, onde cada indivíduo defende a sua própria especialidade.

 

 

Design Thinking explicado em metáforas

Tendo em conta a natureza interdisciplinar e difusa do conceito, o DT pode ser explicado em 5 metáforas:

  1. Lógica – envolve o pensamento analítico e intuitivo de forma a avaliar situações problemáticas e a encontrar soluções que o método científico não consegue resolver;
  2. Sistema – envolve três constrangimentos em simultâneo: a desejabilidade humana, a possibilidade técnica e a viabilidade económica. É a harmonia entre estes três constrangimentos, além do permanente constrangimento temporal, que distingue o verdadeiro desenho de excelência;
  3. Processo – envolve inspiração, ideação e implementação. Sendo que a inspiração pode pressupor investigação histórica, etnográfica e fenomenológica. A ideação pode incluir brainstorming, prototipagem, bodystorming, storyboarding. E a implementação tenta refinar o custo, a produção, o controle de qualidade e a manutenção daquilo que é inventado;
  4. Inovação – é centrado no ser humano e permite às organizações gerirem um portfólio de vários tipos de projetos;
  5. Organização – Requer compromisso por parte da gestão de topo e a criação de novas valências e metodologias que visam um bem comum, um espírito de equipa e o sucesso da organização.

 

Todas as ideias são boas ideias!

À semelhança do processo de brainstorming, onde todas as ideias são válidas, mesmo as que nos pareçam mais díspares, também no design thinking o processo interativo, iterativo e não linear leva-nos a experimentar diversos caminhos e alternativas. Mesmo que se erre, todo o processo é positivo, porque o erro leva à prática, o que em última instância leva à possibilidade de evoluir e de criar novas oportunidades que ainda não haviam sido identificadas. Aqui, todas as ideias são válidas e evitar julgamentos de valor constitui a chave do sucesso de todo o processo. Acompanhando as necessidades – quer das empresas como das pessoas – consegue-se abrir caminho e inovar em prol do sucesso das organizações e dos elementos que as constituem.

 

Consulte a Formação de Design Thinking da CEGOC.

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