Gestão de Talento e Diversidade

Por o 24 Outubro 2016

Se a temática da Gestão de Talento capta, desde logo, o nosso imaginário coletivo e o remete para um tabuleiro onde, se assume cada jogada como de importância estratégica, já a Inclusão e a Diversidade ou a falta dela, são vistas frequentemente como temas paralelos, de importância relativa, porventura mais apropriados para um debate menor do que o de uma profunda reflexão estratégica. E, no entanto, estes temas andam de mãos dadas. Debater um sem considerar os restantes faz tanto sentido quanto ameaçar boicotar uma cerimónia para a qual não se foi convidado.

 

Gestão de Talento e Diversidade (parte 1)

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Gestão de Talento e a Diversidade, enquanto opção estratégica!

Quando analisamos as implicações e os contornos do que alguns autores já apelidaram de “the global war for talent” e consideramos, quer os fatores que estão na sua génese, quer a forma como algumas organizações estão a travar esta batalha, rapidamente concluímos que as mais bem-sucedidas o fazem precisamente porque, num mercado global, para atrair, reter e promover os melhores talentos, é cada vez mais necessário assumir a Gestão de Talento e a Diversidade, enquanto opção estratégica, nos princípios orientadores da organização.

Estes princípios, quando alinhados com uma política ativa de Inclusão e comunicados com eficácia, tendem a ser um dos pilares fundamentais para a captação de toda uma nova geração de pessoas extremamente dotadas e socialmente conscientes.

Desde Darwin que sabemos que a sobrevivência favorece os organismos com melhor capacidade para se adaptarem às mudanças e que a diversidade (biológica) é o resultado de um processo de descendência com modificação, onde os organismos vivos se adaptam gradualmente através da seleção natural.

 

“Guerra pelo talento”

Não deixa de ser curioso que nesta “guerra pelo talento”, o paradigma dominante assente na crença de que o Talento é por natureza um bem escasso, estável, intransmissível e que quem o conseguir captar, será Senhor de algo valioso, exclusivo e, como tal, altamente vantajoso.

Hoje, porém, esta crença está a ser desafiada, antes de mais, por um mundo em aceleração permanente, cujo ritmo de mudança nos remete para a necessidade de encontrar novos recursos e talentos numa realidade cada vez mais volátil e caótica. A demografia tem vindo a sofrer alterações e isso terá um impacto radical na forma como teremos de gerir o talento e a diversidade de recursos humanos nas próximas décadas.

 

Políticas de RH para aumentar a Inclusão e a Diversidade

Existe um número crescente, é justo dizê-lo, de empresas em Portugal para quem a importância da Gestão de Talento e da Diversidade, no contexto das suas opções e políticas de RH, tem vindo a aumentar.

Todavia, ainda são raros os casos onde as políticas para aumentar a Inclusão e a Diversidade, são vistas pelas equipas de gestão de topo, como uma prioridade.

É ainda bastante mais frequente que iniciativas, de índole mais técnico, comercial ou até financeiro, cuja natureza facilita uma recolha sistemática e linear das evidências necessárias para comprovar o seu payback, sejam as preferidas quando comparadas às iniciativas que dizem respeito à Inclusão ou Gestão da Diversidade nas empresas.

Ainda assim, o debate sobre a Gestão de Talento e da Diversidade, tem feito o seu percurso e começa a estar na ordem do dia.

 

No próximo artigo daremos continuidade a este tema.


Artigo adaptado do texto escrito por Ricardo Martins., originalmente publicado na Revista Human Resources Portugal: “E o Óscar vai para…”.

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